quarta-feira, 26 de agosto de 2015

∞ - x = ∅


Tentando entender a morte e seu rastro, sonhei com um homem que desenhou:
∞ - x = ∅

Pois fica um buraco. Nossa capacidade de amar e querer bem, cade vez que afetada, acontece igualzinho que nessa equação. A perda, tal cumprimento de sentença injusta, deixa um vazio, causa um dor que parece vir do coração ou dos pulmões, porque falta alento e falta ar.


"Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre."


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

2013


Amor!
Seu silêncio de estrela desperta
Os meus sentidos
Se você está longe meu corpo
Sonha com o seu.

Eu bem sei que minha voz nao alcança
Os seus ouvidos
Nesse exato momento
Em que eu quero
Cantar que te amo
Que a saudade é cruzada de alento
E de bom tempo.

sábado, 11 de julho de 2015

Sentada no trono


"Sim que tu é cheia de mania." 
"Jeito Carolina de fazer."
"Nao sei pra quê organizar/limpar assim!"

Gente, cada um escolhe para si uma loucura pra tentar manter a sanidade. Pra mim, é ver razão nas coisas, usar uma mesma de coisas que li e ouvi falar que resulta numa lógica pessoal de organização e limpeza.
O máximo que eu posso fazer é trabalhar esse incômodo cada vez que vejo algo que nao me agrada. No máximo eu lavo novamente a louça engordurada, porque eu nao sou obrigada a essa sensação de coisa peguenta. (Aproveito pra fazer campanha por uma televisão que nao transmita as pessoas sentarem na cama com roupa  que vieram da rua. Às vezes até com sapato!) Entendo que o problema é meu.

Então, nesse momento relax, lembro de discussões filosóficas de mesa de bar - as melhores! - quando uma amiga costuma concluir: "A ignorância é uma benção".
Vários de conceitos de ignorância, noves fora. Às vezes eu acho que seria mais fácil nao ser a pessoa que se incomoda quando o papel higiênico nao separa naqueles pontinhos picotados.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Poesia para Fiume


Refúgio de boêmios, artistas, piratas e anarquistas no século XX, a República de Fiume (localizada numa então parte da Iugoslávia que hoje corresponde à cidade de Rijeka, naCroácia) estruturou-se com sua constituição baseada na idéia da música como a única força de organização social. República deriva do termo latino reles publica que significa coisa pública. Fiume é uma palavra italiana que significa rio, assim como Rijeka.

Ainda não acredito que passei tão pertinho e não pude ir pra Rijeka. Olhava pras placas e elas me diziam: ali você vai viver e fazer história.
Valeu por revisitar um poeminha de 2010 e pela excitação que há coisas me esperando num lugar que ainda não conheço.

Me inspirei em
manuel bandeira
raiva
doideras
viagens
fugas
fome
comida
avidez
vontades 
paixões casuais
mensagens passadas eletronicamente entre neurônios