sábado, 30 de junho de 2012

Tradição na Boate


Preciso desabafar.
Não sei se é só meu jeito ranzinza mas vejo as coisas se transformando em situações chatas e feias. Pra ser mais legal, vejo o mundo virando BEGE.
Não que eu tenha algo contra o bege, acho uma cor charmosa, mas estamos cada vez mais vivendo só de charme, de status, de uma falsa riqueza.

Ryqueza pra mim não é luxo, é vida, é cor!
Caruaru, Arcoverde, Recife, em todos os lugares pessoas vestidas com roupas caras e nada a ver com a alegria de São João, xadrez, chita! Em todos os cantos, crepes, batata frita, salgadinho de alguma coisa, cachorro quente, uma dificuldade pra encontrar comida de verdade, milho e derivados!
Lembro que fui numa festa em São Paulo e quando tocou forró ficou todo mundo meio perdido e fiquei triste. Lembro, em Valladolid, de falar sobre nosso cultura, gastronomia e tradições, o pessoal ficar curioso e querendo conhecer. Estamos carentes de descontração, de liberdade, da nossa espontaneidade historicamente peculiar.Estamos precisando nos permitir.

Agora, fico me perguntando: o que somos e o que queremos ser?

terça-feira, 12 de junho de 2012

Si me amas en el pecho, besame los pies

Todo ano, a  mesma coisa. Quem goste e se derreta. Quem reclame dos preços. Quem reclame estar sozinho.

Foi quando ouvi Maná no carro e refleti: precisa mesmo de tanta necessidade e dependência? Não que os detalhes de pele que eles cantam sejam ruim, de forma nenhuma! Mas é o sofrimento que a possessividade nos submete. Característica humana ou construção cultural? Eu coloco 40% na coisa boa que é querer e ter um esquenta pé. Outros opressores 60% na ideia de algum espertinho ou espertinha de que somos metade e não inteiros. Eu não quero que um raio me parta se não tenho a exclusividade que não posso quero dar.

Não estou criticando exatamente a data comercial incentivada, talvez, por João Dória. O consumismo hoje está em tudo. A crítica é que, além de ordenarem "compre assim", ordenam "ame assim". E amor não se pede, nem se manda. Amor, acredito, é um exercício de liberdade e responsabilidade que não deveria ser objeto especulação. (Como tô romântica!)

La canción:

Poderia falar sobre o romantismo de pegar na mão de um jeito especial para ir ao cinema, mandar um cartão vermelho cheio de beijos ou daquele cuzcuz com queijo feito a dois para o jantar. Poderia falar da materialidade e de como eu mesma gosto de um agrado (ainda mais quando brilha!) e isso não significa uma obrigação gerada uma vez por ano. Levaria horas pra tentar explicar meu atual sentimento (nunca visão) de amor. Mas posso dizer o que não é. Amor não é pecado.

É, desse jeito, amor e namoro ficam parecendo tão desinteressantes.

Vá lá, cada um deve ter lá sua receita do bolo. Mas não precisa ser igual pra todo mundo, né?
E veja como é maravilhosa a possibilidade: o mundo tem 7 bilhões de pessoas, todas -ou quase- querendo amar de várias formas diferentes.  (Essa parte motivacional foi só pra ver se ganho um comentário a mais hahaha)

Coincidentemente, a data do namorico é a mesma do Dia Internacional do CouchSurfing. CS, como chamamos, é só amor. Fizemos bonito na comemoração ano passado e este ano, pra fazer ainda mais bonito, fomos dar amor. Doação coletiva de sangue no Hemope. 
(Quando eu morrer, quero dar meu coração, da forma mais bonita que se pode fazer).

terça-feira, 5 de junho de 2012

Ir e voltar de verdade



A foto é minha. Ainda ontem um amigo disse que gostava muito das fotos que tirei em Copacabana, na Bolívia. Expliquei que elas eram resultado de toda angústia querendo sair da alma, por isso, falam tanto.













Li um texto, cuja autoria atribui-se a Arnaldo Jabour, faz uma meia hora, em alguma postagem alheia no facebook. Ele fala sobre relacionamentos, o quanto duram, as coisas boas e ruins. E como esse assunto dá pano pra manga!

Mas o que mais me chamou atenção foi a frase "se a pessoa gostar de verdade, ela volta". Foi quase uma emenda da conversa que tive com Carol e Thiago na hora do almoço sobre algumas coisas que devem ficar pra trás.
- Pode-se acabar com elas e ainda fazer parecer acidente.

Fico me perguntando por quê deixar a porta aberta, ou por quê atendê-la, quando alguém volta. Mas esse questionamento não é novo.

Hoje pergunto, apenas, o que faz você voltar?