terça-feira, 10 de dezembro de 2013
pensamentos quentes
Inverno, aquela estaçao do ano que você morre de sono às 19h, achando que já são 23h e é hora de dormir.
Inverno, aquela época que você só quer quer mais tecido adiposo pra não sentir tanto frio.
Inverno, quando você troca fácil "hoje eu quero sair só" por "tou com saudade de você embaixo do meu cobertor" só pra ter a sensação de calor até na música.
domingo, 7 de julho de 2013
Viajeira
Pesquisando sobre minhas próximas e tão sonhadas férias encontrei um menino do Rio que vai na mesma época, estamos trocando informações e fiquei de dar umas dicas de mochila e revisar necessidades com ele. Faz tempo que queria compartilhar isso num post, agora vai.
![]() |
| Setas amarelas no Caminho de Santiago de Compostela |
Pra começar eu sou mulher e viajo sozinha, mas essas dicas servem pra qualquer viajante.
Se você gosta de ser alesada ou alesado, bom, viver e não só viajar pode ser um problema. Tomar alguns cuidados devem ser tomados, principalmente se você vai pra algum lugar onde a cultura é muito diferente. No Brasil a gente sabe que machismo machuca e até mata, pois vá sabendo que não é exclusividade nossa. Sou de Recife, onde é quente e não raro usamos roupas pequenas, vá sabendo também que isso pode não ser prudente. O segredo é, no geral, evitar parecer um “gringow”, olhe ao redor como as pessoas se comportam, isso faz parte do respeito que a gente aprende a viajar, observando.
Eu acho que não vale a pena se jogar numa balada ou festa sem alguém de confiança junto. Além de estar alerta, é bom evitar situações de risco desnecessário. Evitar andar sozinha à noite e evitar lugares desertos. Se eu noto alguém me seguindo não tenho nenhum pudor de entrar numa loja e pedir ajuda ou chamar por um policial, se estiver por perto. Não é medo, é prudência e só faz bem.
E não dê pinta de turista perdida, como olhar sem saber pra onde ir e ficar consultando mapa na rua. Se informar antes e estar segur@ é essencial pra não dar bobeira.
* Como boa CouchSurfer (saiba mais aqui ou me perguntando), sempre procuro pessoas locais pra me situarem e passarem dicas antes de ir. Isso já me salvou de ser assaltada por uma txuma em Madri, pelo metrô em Paris e de ser surpreendida sem visto na Sérvia.
ECONOMIA
- Pesquise o lugar
que vai. Em todos os aspectos isso vai te colocar numa situação privilegiada de
fazer escolhas, como se hospedar no centro, economizar em passagens urbanas e
ganhar em comodidade.
- Nos restaurantes
coma o “prato do dia” que é sempre mais barato e dá pra comer bem.
- Compre comida em
mercados que sai mais barato também.
- Use wifi
gratuito em cafés e restaurantes.
- Se informe sobre
melhores locais pra câmbio.
- Ande a pé, Luiz
Gonzaga já dizia bem que tem “coisa que prá mode ver, o cristão tem que andar a
pé” – walking tours são oferecidas grátis em vários lugares (como em Londres) e
você ainda descola companhia pra te ajudar a tirar fotos. Bicileta, então, muitíssimo agradável! Ou use transporte
público, assim você economiza e coopera pra mobilidade urbana do local. Se
estiver em grupo, é muito válido checar preços, às vezes compensa dividir um
táxi.
MOCHILA
Geralmente eu
arrumo em duas etapas: primeiro pego tudo que vou precisar e encaixo na
mochila, pra ter ideia da dimensão. Depois tiro tudo de dentro e faço um check
list ao tempo que junto as coisas por “grupos”, pra ver se falta alguma coisa,
ou pra tirar.
O conceito de “Grupos”
vai da sua lógica de necessidade, aqui vão os meus:
1º de tudo: saco de dormir. NUNCA viajo na aventura sem ele e quem já passou aperreio sabe a falta que faz.
- Documentos (os
importantes todos juntos na doleira e os papéis, passagens, cópias de
documentos deixo numa pasta de plástico ou envoltos num saco plástico
transparente).
- Roupas comuns (roupa
íntima, legging ou calça confortável, short ou bermuda, camisas, meias)
- Roupas especiais (tênis impermeável, roupa de banho, chapéu, moleton, casaco térmico de fleece - , uma boa capa de chuva pode ser de muita ajuda)
- Calçados (tênis confortável, chinelo - principalmente pra tomar banho e evitar pegar fungos nos pés, bota)
- Roupas especiais (tênis impermeável, roupa de banho, chapéu, moleton, casaco térmico de fleece - , uma boa capa de chuva pode ser de muita ajuda)
- Calçados (tênis confortável, chinelo - principalmente pra tomar banho e evitar pegar fungos nos pés, bota)
- Primeiros-socorros
e multi uso (vitamina C, band aid, paracetamol, remédio pra cólica e pra
alergia, relaxante muscular, pomada de arnica, isqueiro, rolinho pequeno de
esparadrapo, gases, álcool em gel, povidine, pinça, colírio, espelhinho)
- Material de higiene (protetor solar e labial, uns cotonetes, xampu, sabonete líquido que não tem risco de cair no chão, toalha de banho em micro fibra, pasta de dentes, escova, fio dental, desodorante, cortador e serra de unha, 2 prendedores e uns grampos para cabelo. Eu também viajo com um rolo de papel higiênico)
- Câmera (checar cartões de memória, baterias extras, ver se vai precisar do tripé)
- Acessórios (pente ou escova, óculos escuros, alguma pulseira, colar ou enfeite de cabelo porque se aparece uma balada acessórios dão uma melhorada no visual, Também coloco um pó ou base leve pro rosto, lápis de olho e um batom ou gloss)
- Extras (tampão de ouvidos, tapa olhos, celular e carregador, adaptador de tomada, fones de ouvidos, notebook pra checar reservas e contatos nas próximas cidades, pen drive ou HD externo pra ir recolhendo material, quando dá também um livro e um mp3/mp4).
Eu agrupo as coisas em sacos ziploc, são transparente e isso ajuda a encontrar o que quero mais rápido, além de isolar e facilitar passar no controle de segurança dos aeroportos. E mais! Menos peso que a mais leve das necessaires.
Sacos plásticos são imprescindíveis! Uso transparentes pra separar conjunto de roupa limpa e esses de mercado pra roupa suja. Quando o ônibus que a gente tava entrou pela metade num rio na Bolívia, apenas eu e um amigo (que era do exército) escapamos com roupas secas dentro da mochila. E ficar com tudo molhado de água e lama não é bacana. [Tinha esquecido de mencionar isso,valeu, Bill!]
- Material de higiene (protetor solar e labial, uns cotonetes, xampu, sabonete líquido que não tem risco de cair no chão, toalha de banho em micro fibra, pasta de dentes, escova, fio dental, desodorante, cortador e serra de unha, 2 prendedores e uns grampos para cabelo. Eu também viajo com um rolo de papel higiênico)
- Câmera (checar cartões de memória, baterias extras, ver se vai precisar do tripé)
- Acessórios (pente ou escova, óculos escuros, alguma pulseira, colar ou enfeite de cabelo porque se aparece uma balada acessórios dão uma melhorada no visual, Também coloco um pó ou base leve pro rosto, lápis de olho e um batom ou gloss)
- Extras (tampão de ouvidos, tapa olhos, celular e carregador, adaptador de tomada, fones de ouvidos, notebook pra checar reservas e contatos nas próximas cidades, pen drive ou HD externo pra ir recolhendo material, quando dá também um livro e um mp3/mp4).
Eu agrupo as coisas em sacos ziploc, são transparente e isso ajuda a encontrar o que quero mais rápido, além de isolar e facilitar passar no controle de segurança dos aeroportos. E mais! Menos peso que a mais leve das necessaires.
Sacos plásticos são imprescindíveis! Uso transparentes pra separar conjunto de roupa limpa e esses de mercado pra roupa suja. Quando o ônibus que a gente tava entrou pela metade num rio na Bolívia, apenas eu e um amigo (que era do exército) escapamos com roupas secas dentro da mochila. E ficar com tudo molhado de água e lama não é bacana. [Tinha esquecido de mencionar isso,valeu, Bill!]
Água, barra de
cereal, chocolate, algumas frutas secas como damasco e também uns amendoins,
castanhas ou sementes de girassol pra garantir que a fome não cause dano.
Detalhes finais:
- Tenha uma
folha de papel e uma caneta sempre em fácil acesso.
- Cadeado com código e capa protetora pra mochila.
- O peso maior
deve se concentrar na parte de baixo da mochila e na área mais próxima às
costas.
- Evitar colocar
objetos pontiagudos em contato com as costas.
- Não coloque
mais que 1/3 do seu peso na mochila. Nunca.
- Ajuste as
alças.
Meu primeiro mochilão foi uma parte do Caminho de Santiago, quando meti quase 40kg nas costas e sofri sem necessidade. Aliás, necessidade é algo que constantemente muda de sentido e só você pode fazer isso uma boa coisa pra você mesm@.
A única certeza
é que, quanto mais você viaja, mais bagagem você leva na cabeça e menos você
leva na mochila ;)
Ah, talvez tenha também algo de cientificamente compreensível nessa agonia de parar num lugar! É o que diz o vagabundo profissional sobre a vontade de viajar e o gen da imigração.
A maioria das
coisas aprendi com a vivência e também com dicas durante as viagens. Aqui vão
alguns sites que já consultei em algum momento:
- mochileiros. com
- http://gooutside.uol.com.br/942?utm_source=ALLINMAIL&utm_medium=email&utm_content=24886858&utm_campaign=21-09-11%20NEWSLETTER%20SEMANAL%20GO%20OUTSIDE&utm_term=t92.yu8m.yvx2.z.a.fmdp.f.gcu8.gdy.vm.yv.jn.lz9.gby.f2.y
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Expectativas
Faz tempo que expectativas vem sendo assunto com alguns amigos e amigas, pensem divergente ou semelhante ao que penso eu. Tentei algumas vezes explicar minha visão quanto às expectativas nas relações humanas. Não é que eu vá olhar pra Jason Momoa e logo imaginar todos os sorrisos cheiros de amor que ele vai me oferecer. Além de lavar meus pés e fazer uma massagem sempre que eu chegar em casa, claro.
Queria dizer que viajar na maionese é diferente do entorno emocional de pessoas que se conhecem e, teoricamente, querem fazer o bem umas pras outras. Relações são construídas também com alguma coisa de expectativa, justamente baseada nas práticas, na "vivência", por isso é tão importante a gente se comunicar, contato é tudo! Abdicar de conversar é abdicar da vontade que as coisas saiam bem. A demonstração de afeto rega os vínculos e a vida mostra pra gente que essas coisas bonitas, carinho, abraço, atenção, não se pedem.
Deixar de ter expectativa é deixar de acreditar. E sem acreditar, não há razão nem emoção pra fazer dar certo.
Peraí pra deixar claro: não tou dizendo pra dar murro em ponta de faca e insitir no que não tem solução. Tou falando pra gente se libertar da individuocracia! É que a gente não pode pensar pelos outros. Sendo assim, o melhor é buscar esclarecer situações e, para situações de sujeito plural, tomar decisões de sujeito plural. Os impactos negativos das adversidades nos contratos (expressos e tácitos) só podem ser amenizados com esclarecimentos, tanto antes quanto durante a vigência, seguindo uma lógica simples, simples de que é melhor cativar alegria que tristeza, sempre.
Quando li esse texto de Nyle Ferrari (abaixo) entendi que eu estava equivocada: não queria falar sobre espectativa e sim sobre consideração.
"(Re)considere
Consideração é um dos sentimentos mais nobres das relações humanas. Exige extrema sensibilidade, exige a capacidade de ponderar, de levar em conta. Mas não qualquer coisa, é levar o outro em conta, é levar o que o outro sente em conta.
Considerar não é uma atitude difícil, o que torna o ato tão escasso é a falta de capacidade de olhar para o outro sem que ele peça que você faça. É um ato que exige enxergar através, é saber ler as entrelinhas, é pensar no que faria o outro se sentir considerado, levado em conta.
É tão complexo que muitas vezes você precisa ponderar e interpretar o que nunca foi dito – por isso é importante conhecer o outro, saber o que o faria feliz, ou então ter a capacidade de se por no lugar dele… Algo tão simples e óbvio, mas quantas vezes é necessário pedir?
Ter consideração é fazer para o outro algo que você não é obrigado, não lhe foi solicitado, mas ele gostaria muito se você fizesse; algo que seja percebido e sentido como um sussurro no ouvido: eu realmente me importo. Perceber que o outro se importa não tem preço. Perceber que não, tem."
Imagem retirada de busca no google.
Queria dizer que viajar na maionese é diferente do entorno emocional de pessoas que se conhecem e, teoricamente, querem fazer o bem umas pras outras. Relações são construídas também com alguma coisa de expectativa, justamente baseada nas práticas, na "vivência", por isso é tão importante a gente se comunicar, contato é tudo! Abdicar de conversar é abdicar da vontade que as coisas saiam bem. A demonstração de afeto rega os vínculos e a vida mostra pra gente que essas coisas bonitas, carinho, abraço, atenção, não se pedem.
Deixar de ter expectativa é deixar de acreditar. E sem acreditar, não há razão nem emoção pra fazer dar certo.
Peraí pra deixar claro: não tou dizendo pra dar murro em ponta de faca e insitir no que não tem solução. Tou falando pra gente se libertar da individuocracia! É que a gente não pode pensar pelos outros. Sendo assim, o melhor é buscar esclarecer situações e, para situações de sujeito plural, tomar decisões de sujeito plural. Os impactos negativos das adversidades nos contratos (expressos e tácitos) só podem ser amenizados com esclarecimentos, tanto antes quanto durante a vigência, seguindo uma lógica simples, simples de que é melhor cativar alegria que tristeza, sempre.
Quando li esse texto de Nyle Ferrari (abaixo) entendi que eu estava equivocada: não queria falar sobre espectativa e sim sobre consideração.
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| Costumo repetir que educação, exemplo, consideração, carinho, dá quem tem. É de dentro pra fora. |
"(Re)considere
Consideração é um dos sentimentos mais nobres das relações humanas. Exige extrema sensibilidade, exige a capacidade de ponderar, de levar em conta. Mas não qualquer coisa, é levar o outro em conta, é levar o que o outro sente em conta.
Considerar não é uma atitude difícil, o que torna o ato tão escasso é a falta de capacidade de olhar para o outro sem que ele peça que você faça. É um ato que exige enxergar através, é saber ler as entrelinhas, é pensar no que faria o outro se sentir considerado, levado em conta.
É tão complexo que muitas vezes você precisa ponderar e interpretar o que nunca foi dito – por isso é importante conhecer o outro, saber o que o faria feliz, ou então ter a capacidade de se por no lugar dele… Algo tão simples e óbvio, mas quantas vezes é necessário pedir?
Ter consideração é fazer para o outro algo que você não é obrigado, não lhe foi solicitado, mas ele gostaria muito se você fizesse; algo que seja percebido e sentido como um sussurro no ouvido: eu realmente me importo. Perceber que o outro se importa não tem preço. Perceber que não, tem."
Imagem retirada de busca no google.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Cicatriz
Aos 17 anos conversei com minha mãe e pedi autorização pra fazer minha primeira tatuagem.
Peguei o papel.
E foi agulha e tinta.
Minha avó e alguns familiares inicialmente desaprovaram aqueles riscos. "Pra que marcar sua pele, menina?" Pra cada indagação eu explicava, com carinho, que somos todos e todas feito de marcas.
Uns dois carnavais depois uma tia sentenciou que "mulher bonita tem que ter cicatriz de escape de moto".
Uma semana passando mal, até que comecei a vomitar sem conseguir parar.
Hospital. Apendicite.
Quando liguei pra casa, do outro lado do oceano, e informei que ia pro bisturi meu pai foi logo perguntando qual era o método da cirurgia, veio logo com uma video laparoscopia que eu nem conseguia pronunciar direito. Ele estava preocupado com o tamanho da cicatriz.
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| Sobre o que fica. "Tratarei como sábio esta ferida, pra lembrar a loucura dos amores". Poeta Zeto. |
Sempre quis ter uma cicatriz. "Deixa de falar besteira, menina!" É que é uma histórica e você pode até contar pras amizades na mesa de bar - mas o melhor mesmo é que ela é sua, é sua história.
Cicatriz uma marca menosprezada, igual como a gente torce o nariz pro seio flácido que amamentou e esquece que esse seio deu momentos lindos pra história dessa mãe. E aí aparece todo tipo de receita pra evitar cicatriz: não corra, não suba aí, não se apegue, não crie expectativa. Como se desse pra viver sem desejo e sem curiosidade! Um tecido fibroso paga e ainda sobra gorjeta.
No fim das contas, fico encucada como a preocupação é com o fim e não com o processo. É mais que a marca de uma lesão, um impacto estético da perda da integridade da pele. Pro beleléu com essa integridade toda. É uma lesão que foi cuidada, o cuidado sim merece nossa atenção e mais importante que ser inteiro é ser cheio.
- Só as feridas limpas cicatrizam.
Atentos, brasileir@s
As fissuras sociais associadas à violência de uma polícia militarizada (no Brasil, um país em paz) só evidencia como ainda temos um longo caminho pra realização de uma verdadeira democracia.
O que eu comento das "jornadas de junho"? Não vamos desanimar, pessoal. Nem desinformar nem servir à interesses escusos por trás de golpes de extrema direita ou exterma esquerda e outras teorias conspiratórias. Vamos evoluir nossa participação cidadã, as ruas lotadas falam sobre um povo que não aguenta mais ser opromido e silenciado.
Avançamos.
Sigamos.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Saudade
PORQUE VOCÊ DEMOROU PRA CHEGAR
EU CONTEI CADA MINUTO
CADA SEGUNDO
É O FIM DO MUNDO
SE VOCÊ DEMORA TANTO
PERCO O ENCANTO SE VOCÊ NÃO VEM
MAS A SOLIDÃO ME INSPIRA
EU CANTO QUANDO
NÃO POSSO VE-LA
COMO ALCALÇAR UMA ESTRELA
LUA, MENINA, ESTRELA, MULHER
SOL DE LEÃO TE CHAMA
SE ESTÁ SOFRENDO
VENHA CORRENDO
PROS BRAÇOS DE QUEM TE AMA
POEMA INCIDENTAL (REPENTE DE ANTONIO PEREIRA):
SAUDADE MATA É VERDADE,
MAS DESSA MORTE EU ME ESQUIVO.
COMO MORRER DE SAUDADE
SE É DE SAUDADE QUE EU VIVO.
Letra de Miltinho Edilberto
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Arnaldo Jabor sobre o Divórcio
Achei esse texto, compartilhado por alguém no facebook. Vai uns 90% do que penso sobre e ainda não conseguir escrever melhor.
"Meus amigos separados não cansam de perguntar como consegui ficar casado 30 anos com a mesma mulher. As mulheres sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo. Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo. Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue:
Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade já estou em meu terceiro casamento – a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher.
Minha esposa, se não me engano está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes que eu. O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher.
O segredo no fundo é renovar o casamento e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal.
De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, seduzir e ser seduzido. Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial?
Há quanto tempo não fazem uma lua-de-mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?
Sem falar dos inúmeros quilos que se acrescentaram a você depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 kg em um único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo?
Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares novos e desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo, a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.
Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou o mesmo marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é a sua esposa que está ficando chata e mofada, é você, são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração.
Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo circuito de amigos.
Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento.
Mas se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.
Não existe essa tal “estabilidade do casamento” nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos.
A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma “relação estável”, mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensado em fazer no inicio do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, porque não fazer na própria família?
É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo. Portanto descubra a nova mulher ou o novo homem que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo interessante par. Tenho certeza que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso de vez em quando é necessário se casar de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.
Como vê, NÃO EXISTE MÁGICA – EXISTE COMPROMISSO, COMPROMETIMENTO E TRABALHO – é isso que salva casamentos e famílias.”
Fonte: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=377287922365490&id=113180125442939
"Meus amigos separados não cansam de perguntar como consegui ficar casado 30 anos com a mesma mulher. As mulheres sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo. Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo. Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue:
Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade já estou em meu terceiro casamento – a única diferença é que casei três vezes com a mesma mulher.
Minha esposa, se não me engano está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes que eu. O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher.
O segredo no fundo é renovar o casamento e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal.
De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, seduzir e ser seduzido. Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial?
Há quanto tempo não fazem uma lua-de-mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?
Sem falar dos inúmeros quilos que se acrescentaram a você depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 kg em um único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo?
Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares novos e desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo, a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.
Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou o mesmo marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é a sua esposa que está ficando chata e mofada, é você, são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração.
Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo circuito de amigos.
Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento.
Mas se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.
Não existe essa tal “estabilidade do casamento” nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos.
A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma “relação estável”, mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensado em fazer no inicio do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, porque não fazer na própria família?
É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo. Portanto descubra a nova mulher ou o novo homem que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo interessante par. Tenho certeza que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso de vez em quando é necessário se casar de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.
Como vê, NÃO EXISTE MÁGICA – EXISTE COMPROMISSO, COMPROMETIMENTO E TRABALHO – é isso que salva casamentos e famílias.”
Fonte: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=377287922365490&id=113180125442939
sexta-feira, 3 de maio de 2013
35 filmes para questionar capitalismo
Do blog Acesso livre, altamente recomendável:
http://ponto.outraspalavras.net/2013/04/22/acesso-livre-35-filmes-para-questionar-capitalismo/
http://ponto.outraspalavras.net/2013/04/22/acesso-livre-35-filmes-para-questionar-capitalismo/
terça-feira, 23 de abril de 2013
Gravata e pessoas
Veja só como as pessoas são estranhas e carentes. Tão estranhas e carentes e com dificuldades em se comunicar.
Não raro dou alguns conselhos sentimentais e sexuais, quase sempre em conjunto, e até certo dia um amigo comentou: você devia fazer disso sua profissão. Rimos horrores. A ideia voltou algumas vezes e até cheguei a incrementar a ideia com sócias. Vai ver o mundo só precisa de uma palavra amiga.
Nunca distribui cartão, mas os clientes (que nunca pagaram) não deixam de chegar. Essa semana, um amigo terminou a conversa de um jeito meio estranho, me escrevendo: "Si conoces a alguna chica que quiera compartir sus sentimientos con un chico responsable, amable, inteligente y hogareño, me avisas soy yo."
A tradução seria algo como "Se você conhece alguma garota que queira compartilhar seus sentimentos com um cara responsável, amável, inteligente y caseiro, me avisa, sou eu."
Enquanto isso, estava hospedando (e essa coisa de hospedar logo mais rende outra postagem) uma jovem italiana de 20 e poucos anos que só queria a companhia desse tipo de cara mas, ao mesmo tempo, só queria a atenção de um cara festeiro - cafusú, pros entendedores recifenses. Adivinhe só? O tal cafusu da italiana não tinha nada que ela dizia buscar. Ela me confidenciou, quase encomendando, que queria se relacionar com o cara parecido com aquele meu amigo super caseiro e atirado.
![]() |
| Responsável, amável, inteligente... |
Tem trabalho e não tem tempo. Tem muito tempo disponível, mas não é responsável. É responsável, mas não é bonit@. Seria bom se a gente parasse de criar pessoas perfeitas, que devem encaixar perfeitamente nas necessidades que criamos para outra pessoa realizar. Principalmente porque a maioria de nós sequer exerce auto crítica.
Gente é um bicho que dá um nó em si mesmo.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Perto de casa
E eu nem acredito que me rendi às agonias adolescentes e passei tanto tempo sem ir à praia.
Bom, aqui vai um lindo conselho. Que também são desejos bonitos pra lista do que tenho que fazer quando voltar pro Brasil:
http://www.praiacerta.com.br/portal/index.php
domingo, 3 de março de 2013
Bilhete perdido
O cotidiano nos engana. Dia após dia, a sucessão de fatos nos enrola na teia da dormência; é quando os dias vão passando cheias de tarefas cumpridas e outras a cumprir.
Acordou com o despertador. Banho, um rápido café da manhã de pé, na cozinha, enrolada na toalha, escova de dentes. No espelho, apenas a divisão do cabelo. A noite anterior havia sido bacana e não apenas por reencontrar aquele conhecido pra tomar uns drinks. Realmente bacana encontrá-lo pela segunda vez, conversar sobre passado e futuro, fingindo que ambos não se interessavam por esse presente.
Mas sair outro dia iria custar muito: dormir tarde, acordar cedo, trabalhar com ressaca, correr o risco de atrasar prazos. Basicamente, custaria todos os riscos de dar errado e os riscos de dar certo.
Adriano lhe havia deixado uma mensagem, entre dia e outro no cotidiano. Por alguma razão, ela demorou mais de 2 anos para encontrar aquele bilhete perdido, cheio de intencionalidade de presente. Ficou no passado. E no passado, não se mexe.
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