terça-feira, 29 de maio de 2012

Carta de Motivação

Para fazer a pré-inscrição,o coordenador do curso me pede uma solicitação de admissão, onde eu expresse os motivos que me levam a solicitar inscrição. Aí, tudo que fluía, travou! Pensei: mas que burra! Sei o que quero estudar, sei onde quero estudar e sei a justificativa dessas escolhas. Além de gostar de escrever. Então, de onde vem a dificuldade?

Não sei se é o peso da obrigação mas, buscando aquela ajuda entre amigos&internet acabei entendendo que o que falta, muitas vezes, quando vamos escrever um texto que dominamos o tema mas aparecem dificuldades, é a necessidade em estruturar. Descobri que, diferente da Universidade para qual aplico, alguns cursos pedem apenas histórico escola e também que alguns cursos sequer pedem essa carta, apenas a apresentação de um pré-projeto.

Basicamente, é ser entusiasta e mostrar iniciativa, gosto em estudar, aplicabilidade dos conhecimentos a serem adquiridos e a importância que isso seja feito naquela institutição. E confiar nas notas e no currículo!

Aqui vão dicas legais que encontrei, com créditos ao Blog "De volta à Nave Mãe":


Dicas valem para todas as cartas:

- Mostre-se motivado com a proposta de estudo. Não repita a descrição do que você vai estudar: mas diga, de forma clara, o quanto cada tópico é relevante para sua carreira.

- Demonstre comprometimento: deixe claro que você quer, acima de tudo, estudar e que vai enfrentar qualquer desafio para dar o melhor de si.

- Fale de sua experiência como forma de agregar valor ao curso, mas deixe claro onde estão as lacunas (os gaps) de sua formação que serão preenchidos com o mestrado que pretende. Se souber tudo e for bom em tudo, não teria porque ir tão longe estudar, certo?

- Aponte experiências anteriores bem-sucedidas de forma sucinta. Não enrole, não coloque adjetivos demais. Adjetivos costumam ser bengalas para quem não tem conteúdo.

- Deixe claro que você está indo para estudar. Claro que o comitê de seleção sabe que uma experiência internacional agrega muito mais do que um mestrado em seu país natal. Por isso, só vale citar o quanto você quer ir para o tal país se isso tiver relação direta com seu foco de pesquisa: do contrário, vai parecer que você está mais preocupado em selecionar um destino turístico relacionado aos interesses pessoais do que ao tema a ser estudado.

- Por fim, deixe claro o motivo pelo qual você deve ser parte do programa. Não é preciso desmerecer ninguém: apenas mostre-se mais motivado, preparado, comprometido, informado e capaz do que os demais. Isso pode até parecer complicado no começo... mas depois de escrever e reescrever a carta umas dez vezes, você terá chegado a um bom termo.


- É importante relacionar o plano de estudos com a aplicabilidade.

- Apresente as qualidades para concluir os estudos, mas não repeta informação do seu currículo.

- Vale mencionar atividades sociais, voluntárias ou não.

-

Para cereja do bolo concluir, uma frase de efeito! Ela é que vai ficar na cabeça do examinador/selecionador.
Depois é só esperar a resposta.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O feijão e o motor

E quando a gente acha que nada pode piorar.

No caminho para almoçar vi todos os jornais, numa banca de revista, anunciando um pacote com gordos incentivos para venda de carros aos cidadãos do consumo lançado pelo governo de Dilma (Partido dos Trabalhadores). Foi com isto na cabeça que matutei durante meus 10 minutos de refeição, apreciando um prato de feijão preto como se fosse um artigo de luxo. E não é mesmo?

Não quero prestar um discurso demagógico anti-carro, faço uso dele quase sempre quando dirijo ou pego carona. Nem pretendo fazer de um desabafo blogueiro um tratado de economia, vez que a circulação de dinheiro faz bem para o país. Mas o quilo do feijão nosso de cada dia bomba aos R$ 6,00 (seis reais)!!!

Mas simplesmente não consigo acreditar nessa confusão do que vale mais! Nem na pretensão das atuais esquerdas gorvernantes em dizer-se esquerda. É compreensível a defesa do PT, afinal, ricos empresários também são trabalhadores e cuidam da manutenção de pobres empregados, alimentando as desigualdades sociais para, em seguida, tentar amenizá-las com distribuição econômica assistencial. Isso não é necessariamente uma crítica às Bolsas que o governo distribui, mas como soa nada lógico.

Os efeitos? Muitos. Problematizando apenas um deles: saúde.
Indivíduos saudáveis oneram menos o Estado, certo? Os carros, ao invés de bons transportes coletivos e bicicletas, geram engarrafamento, geram mais poluição, geram mais estresse, gera menor produtividade num país que tem muito pra crescer e gera tempo mínimo pra refeições, onde o feijão tem preço máximo.

Então por que não incentivar a saúde? Ao que parece, não "dá dinheiro".

Fico pensando se apenas eu acho que esse mundo está muito louco.

terça-feira, 15 de maio de 2012

O Quinto dos Infernos

¨O POVO QUE DESCONHECE SUA HISTÓRIA, ESTÁ CONDENADO A REPETÍ-LA.¨
"O povo que desconhe sua história, está condenado a repetí-la."
Eduardo Bueno

Hoje recebi um email do meu pai, que encaminhada o texto abaixo cuja AUTORIA eu DESCONHEÇO. Apesar de acreditar que a frase foi suave apelido dado ao Brasil pela esposa do D. João VI, Dona Carlotinha. De qualquer forma, se alguém souber quem escreveu o texto, agradeço a informação.

O "QUINTO DOS INFERNOS":
Durante o Século 18, o Brasil-Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal.
Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso País e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto".
Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.
O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam "O Quinto dos Infernos".
E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.
A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".
Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final do ano de 2011 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.
Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos...
Para quê?
Para sustentar a corrupção? Os mensaleiros? O Senado com sua legião de "Diretores"? A festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar nos 3 Poderes (Executivo/Legislativo e Judiciário)?!?
Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa!
E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Por que escrever?

Hoje comentei com um amigo muito querido, Jorge, sobre o quanto gostaria de dedicar tempo à escrever no blog. Foi quando Jorge me disse:

"As ideias, quando não usadas, são levadas pelo vento e ficam com outras pessoas."

Na melhor das hipóteses, serão utilizadas por alguém, em algum momento. Mas acredito que o que Jorginho quis mesmo me dizer foi: Menina, não vá se perder por aí; deixar escapar ideias, é deixar escapar vida.