terça-feira, 22 de maio de 2012

O feijão e o motor

E quando a gente acha que nada pode piorar.

No caminho para almoçar vi todos os jornais, numa banca de revista, anunciando um pacote com gordos incentivos para venda de carros aos cidadãos do consumo lançado pelo governo de Dilma (Partido dos Trabalhadores). Foi com isto na cabeça que matutei durante meus 10 minutos de refeição, apreciando um prato de feijão preto como se fosse um artigo de luxo. E não é mesmo?

Não quero prestar um discurso demagógico anti-carro, faço uso dele quase sempre quando dirijo ou pego carona. Nem pretendo fazer de um desabafo blogueiro um tratado de economia, vez que a circulação de dinheiro faz bem para o país. Mas o quilo do feijão nosso de cada dia bomba aos R$ 6,00 (seis reais)!!!

Mas simplesmente não consigo acreditar nessa confusão do que vale mais! Nem na pretensão das atuais esquerdas gorvernantes em dizer-se esquerda. É compreensível a defesa do PT, afinal, ricos empresários também são trabalhadores e cuidam da manutenção de pobres empregados, alimentando as desigualdades sociais para, em seguida, tentar amenizá-las com distribuição econômica assistencial. Isso não é necessariamente uma crítica às Bolsas que o governo distribui, mas como soa nada lógico.

Os efeitos? Muitos. Problematizando apenas um deles: saúde.
Indivíduos saudáveis oneram menos o Estado, certo? Os carros, ao invés de bons transportes coletivos e bicicletas, geram engarrafamento, geram mais poluição, geram mais estresse, gera menor produtividade num país que tem muito pra crescer e gera tempo mínimo pra refeições, onde o feijão tem preço máximo.

Então por que não incentivar a saúde? Ao que parece, não "dá dinheiro".

Fico pensando se apenas eu acho que esse mundo está muito louco.

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