Foi quando ouvi Maná no carro e refleti: precisa mesmo de tanta necessidade e dependência? Não que os detalhes de pele que eles cantam sejam ruim, de forma nenhuma! Mas é o sofrimento que a possessividade nos submete. Característica humana ou construção cultural? Eu coloco 40% na coisa boa que é querer e ter um esquenta pé. Outros opressores 60% na ideia de algum espertinho ou espertinha de que somos metade e não inteiros. Eu não quero que um raio me parta se não tenho a exclusividade que não
Não estou criticando exatamente a data comercial incentivada, talvez, por João Dória. O consumismo hoje está em tudo. A crítica é que, além de ordenarem "compre assim", ordenam "ame assim". E amor não se pede, nem se manda. Amor, acredito, é um exercício de liberdade e responsabilidade que não deveria ser objeto especulação. (Como tô romântica!)
La canción:
Poderia falar sobre o romantismo de pegar na mão de um jeito especial para ir ao cinema, mandar um cartão vermelho cheio de beijos ou daquele cuzcuz com queijo feito a dois para o jantar. Poderia falar da materialidade e de como eu mesma gosto de um agrado (ainda mais quando brilha!) e isso não significa uma obrigação gerada uma vez por ano. Levaria horas pra tentar explicar meu atual sentimento (nunca visão) de amor. Mas posso dizer o que não é. Amor não é pecado.
É, desse jeito, amor e namoro ficam parecendo tão desinteressantes.
Vá lá, cada um deve ter lá sua receita do bolo. Mas não precisa ser igual pra todo mundo, né?
E veja como é maravilhosa a possibilidade: o mundo tem 7 bilhões de pessoas, todas -ou quase- querendo amar de várias formas diferentes. (Essa parte motivacional foi só pra ver se ganho um comentário a mais hahaha)
Coincidentemente, a data do namorico é a mesma do Dia Internacional do CouchSurfing. CS, como chamamos, é só amor. Fizemos bonito na comemoração ano passado e este ano, pra fazer ainda mais bonito, fomos dar amor. Doação coletiva de sangue no Hemope.
(Quando eu morrer, quero dar meu coração, da forma mais bonita que se pode fazer).
Belo texto, Carol.
ResponderExcluirE veja só que curioso: cheguei aqui por indicação de Ivanzinho, o que sugere que uma velha tese sobre a cidade onde nasci se estende a outras situações e lugares do Brasil. Há quem diga que "Niterói tem três pessoas: eu, você e alguém que conhecemos".
Grata, Rafa. Elogio especial, vindo de um querido.
ResponderExcluirMinha teoria é simples: pessoas boas se encontram.