domingo, 3 de março de 2013

Bilhete perdido



O cotidiano nos engana. Dia após dia, a sucessão de fatos nos enrola na teia da dormência; é quando os dias vão passando cheias de tarefas cumpridas e outras a cumprir.

Acordou com o despertador. Banho, um rápido café da manhã de pé, na cozinha, enrolada na toalha, escova de dentes. No espelho, apenas a divisão do cabelo. A noite anterior havia sido bacana e não apenas por reencontrar aquele conhecido pra tomar uns drinks. Realmente bacana encontrá-lo pela segunda vez, conversar sobre passado e futuro, fingindo que ambos não se interessavam por esse presente.

Mas sair outro dia iria custar muito: dormir tarde, acordar cedo, trabalhar com ressaca, correr o risco de atrasar prazos. Basicamente, custaria todos os riscos de dar errado e os riscos de dar certo.

Adriano lhe havia deixado uma mensagem, entre dia e outro no cotidiano. Por alguma razão, ela demorou mais de 2 anos para encontrar aquele bilhete perdido, cheio de intencionalidade de presente. Ficou no passado. E no passado, não se mexe.

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