domingo, 5 de junho de 2011

O que você quer?

Você tem fome de que?

Você tem medo de que?

Você pensa o que? E o que você quer pensar?

Não seria mais fácil simplesmente não fazer planos? Mas como alcançar objetivos sem fazer planos?


Retome a responsabilidade, ações tem consequências e sempre você tem que fazer escolhar e lidar com os reflexos disso. E das escolhas.

domingo, 20 de março de 2011

Caro Obama

Como qualquer brasileira, não acompanhei de perto a visita do presidente Obama além das notícias na imprensa...
Então ele invadiu minha casa pela transmissão televisiva. Na minha casa e de mais
A mensagem de "esperança e otimismo" que o levou ao cargo de Presidente dos Estados Unidos hoje soa como trilha sonora enquanto a imagem do primeiro negro presidente nos Estados Unidos da América - a grande potência mundial - oferece a mão, amizade, parceiria e cooperação junto com o Brasil.

Exaltou nosso país, pronunciou palavras em português. Nada arriscado, afinal, há valores a serem preservados.
Ele fala em valores em comum entre os dois países. A TV Globo empurrou a interpretação: Obama falou em Lula quando mencionou o exemplo de uma criança pobre de Pernambuco que sai do trabalho em uma fábrica de cobra alcança o cargo de maior importância no país. Não vou nem perguntar onde fica essa tal fábrica de cobre no meu próprio estado e que não conheço... Mas ninguém se dá conta de como Lula é o perfeito garoto propaganda do capitalismo?
Isso! Vá em frente! Você também consegue! Seja um VENCEDOR e alcance seu lugar so sol!!!
Se você conseguir... Ah... Acontece... Você não foi o melhor... Você sabe, o mundo tem muita gente e não tem lugar pra todo mundo...

E enquanto lia uns emails, constatei que ele não parava de falar já havia uns bons minutos. Quem paga para a rede Globo deixa-lo tanto tempo no ar, reproduzindo seu discurso simpático na íntegra?

Vou voltar pra monigrafia agora.
E que deus abençoe nossas nações.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011



Nosso arbítrio não é livre
Obedece ao apito deles
E ao negarmos, somos cegos
E ao resignarmos, somos reles
- Fantoches sem opção
Cúmplices desse crime cruel
E ao olharmos para o céu

Esperando caridade
Esquecemos que o trabalho é o exercício da paixão


Confundimos passividade e alento
Põe-se o conforto na realização
Mas ao contestarmos, somos fortes
E mudarmos, nascemos
E ao vivermos, buscamos
Na alegria e na anarquia o sustento


06/02/2011

domingo, 30 de janeiro de 2011

Hoje vi a postagem mais recente de um amigo. Ele transcreveu
O espetáculo é a aparência que confere integridade e sentido a uma sociedade esfacelada e dividida. É a forma mais elaborada de uma sociedade que desenvolveu ao extremo o ‘fetichismo da mercadoria’ (felicidade identifica-se a consumo). Os meios de comunicação de massa são apenas ‘a manifestação superficial mais esmagadora da sociedade do espetáculo, que faz do indivíduo um ser infeliz, anônimo e solitário em meio à massa de consumidores’”. - trecho de A Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord

Isso veio bem a calhar com o que vem matelando meu juízo desde 2ª feira, quando assisti uma peça chamada O ANIMAL AGONIZANTE, no janeiro de grandes espetáculos/RECIFE. Todos os anseios, desejos, expecativas, perspectivas, medos e agonias de David, um idoso que não é idoso, por assim acreditar.
Mas isso vai ficar pruma próxima.

Nos perdemos porque a maioria dos problemas humanos reside justamente em não conseguir a medida -individual- da consciência/responsabilidade/técnica com o improviso/acaso/laissez faire, laissez passer.
Questionar as escolhas (sem ser encurralado pelo questionamento ou pelas decisões) e viver de forma plena, disfrutando de tudo ?  E lá vamos nós.





.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

DESABAFO DE EUGÈNE IONESCO



o mundo está
triste
o mundo não está
louco
o mundo está revirado 
o mundo não se vê, não se olha, não se escuta

e ainda dizem 
que escrevo teatro nonsense*




*sem noção






quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Algumas coisas que concluo


De uns tempos pra cá conheci pessoas extraordinárias e lugares fantásticos. A cada nova investida, várias pessoas ao meu redor soltavam frases como:
- Isso é o máximo!
- Que felicidade!
- Fiquei com inveja de você.
- Também quero!
- Gostaria tanto ter feito isso / ter estado aí!
- Você é muito sortuda...
E isso não muda absolutamente nada, é que o que os outros pensam não me importa. Por algum motivo bobo gostamos de mostrar nossas conquistas para que os outros coloquem o valor de conquista e apenas assim podemos goza-la. Ou não.
Pra quem vai servir, se não servir pra mim? Por que tem gente que se importa comigo? Eles não entendem a obrigação que isso gera? Pouco aos olhos estranhos, mas muitas coisas Carolina deve ser, e quantas coisas Carolina deve ser. Não importa, simplesmente não importa se você não se importa, só não pode demonstrar isso.
Acontece que eu simplesmente não me importo mais.

Não dá pra abortar a missão?
...
Ora não me venha com prudência! Prudência e alguns cuidados são quase que exclusivamente utilizados com critérios de conviência, e pra que servem? Saber lidar com a "querança" é também se ouvir e atender materialmente o que já é mais que idéia, é paixão, desejo, é amor, é vontade, é colocar gosto no que se faz.

E quando não há gosto?


I will hold you in my heart
till I can have you in my arms again




,

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

o que os outros escrevem

Muitas coisas escritas, MUITOS MUITOS pensamentos durante o feriado, loucos pra serem expostos, mas fica pra quando eu tiver com mais tempo, querer trabalhar melhor nas palavras.
Enquanto isso, encaminho pra cá mais um texto que recebi por email da minha amiga Cindy.



"Assunto: Eis o perigo de mexer com pessoas inteligentes

        O humorista Danilo Gentili (CQC) postou a seguinte piada no seu
twitter:

"King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega
uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?"

A ONG Afrobras se posicionou contra: "Nos próximos dias devemos fazer uma
carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal", diz
José Vicente, presidente da ONG. "Isso foi indevido, inoportuno, de mau
gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a
democracia. Democracia é você agir com responsabilidade" , avalia Vicente.

Alguns minutos após escrever seu primeiro "twitter" sobre King Kong, Gentili
se justificou no microblog: "Alguém pode me dar uma explicação razoável por
que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas
nunca um negro de macaco?" (GENIAL) "Na piada do King Kong, não disse a cor
do jogador. Disse que a loira saiu com o cara porque é famoso. A cabeça de
vocês é que têm preconceito. "

Mas, calma! Essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim
ESTA:

"Se você me disser que é da raça negra, preciso dizer que você também é
racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos
separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça
é melhor ou pior que a outra, pois, se todas as raças são iguais, então a
divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando
algo se no fundo dá tudo no mesmo?

Quem propagou a ideia que "negro" é uma raça foram os escravagistas. Eles
usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: "Podemos
tratá-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa.
Eles são da raça negra".

Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho de ser da raça negra, eu
juro que nem me passa pela cabeça chamá-lo de macaco, mas sim de burro.

Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci
chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar
loira caucasiana de burra, gay de veado e ruivo de salsicha, que nada mais é
do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.

Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz
sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco
não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:

- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante
dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa
terrível. Graças a Deus não somos macacos.

Prefiro ser chamado de macaco a ser chamado de girafa. Peça a um cientista
que faça um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a
maior nota.

Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos,
não xingamos diretamente a pessoa, e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui
então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do
macaco?

Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um
preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor
branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor
preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo "preto" pois esse é o
nome da cor. Não fica destoante isso: "Branco, Amarelo, Vermelho, Negro"?. O
Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy
que inspiram meu trabalho, não. Mas se gostam tanto assim do termo negro,
ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas, é só uma palavra. E
embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que
palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.

Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e
superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia
escutarem eu dizer: "E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!". Porém,
se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer "Desculpe meu querido,
mas já que é um afro-descendente, é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo
uma outra mesa muito mais bonita pra você!" Sei que receberei elogios dessas
mesmas pessoas; afinal eu usei os termos politicamente corretos e não a
palavra "preto" ou "macaco", que são palavras tão horríveis.

Os politicamente corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de
dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E
acredite: isso é racismo, pois transmite a ideia de superioridade que essas
pessoas sentem de si em relação aos seus "defendidos" .