quarta-feira, 25 de julho de 2012




E no dia do escritor
tive um sonho romântico
que escrevíamos
uma historia muito real
e que fazíamos muita poesia
juntos

domingo, 22 de julho de 2012

13 de fevereiro de 2012

Perdendo telhado. Ganhando estrelas.
Crescer é difícil, mas ser adulto sem perder a ternura é não perder o amor e a fé.

sábado, 30 de junho de 2012

Tradição na Boate


Preciso desabafar.
Não sei se é só meu jeito ranzinza mas vejo as coisas se transformando em situações chatas e feias. Pra ser mais legal, vejo o mundo virando BEGE.
Não que eu tenha algo contra o bege, acho uma cor charmosa, mas estamos cada vez mais vivendo só de charme, de status, de uma falsa riqueza.

Ryqueza pra mim não é luxo, é vida, é cor!
Caruaru, Arcoverde, Recife, em todos os lugares pessoas vestidas com roupas caras e nada a ver com a alegria de São João, xadrez, chita! Em todos os cantos, crepes, batata frita, salgadinho de alguma coisa, cachorro quente, uma dificuldade pra encontrar comida de verdade, milho e derivados!
Lembro que fui numa festa em São Paulo e quando tocou forró ficou todo mundo meio perdido e fiquei triste. Lembro, em Valladolid, de falar sobre nosso cultura, gastronomia e tradições, o pessoal ficar curioso e querendo conhecer. Estamos carentes de descontração, de liberdade, da nossa espontaneidade historicamente peculiar.Estamos precisando nos permitir.

Agora, fico me perguntando: o que somos e o que queremos ser?

terça-feira, 12 de junho de 2012

Si me amas en el pecho, besame los pies

Todo ano, a  mesma coisa. Quem goste e se derreta. Quem reclame dos preços. Quem reclame estar sozinho.

Foi quando ouvi Maná no carro e refleti: precisa mesmo de tanta necessidade e dependência? Não que os detalhes de pele que eles cantam sejam ruim, de forma nenhuma! Mas é o sofrimento que a possessividade nos submete. Característica humana ou construção cultural? Eu coloco 40% na coisa boa que é querer e ter um esquenta pé. Outros opressores 60% na ideia de algum espertinho ou espertinha de que somos metade e não inteiros. Eu não quero que um raio me parta se não tenho a exclusividade que não posso quero dar.

Não estou criticando exatamente a data comercial incentivada, talvez, por João Dória. O consumismo hoje está em tudo. A crítica é que, além de ordenarem "compre assim", ordenam "ame assim". E amor não se pede, nem se manda. Amor, acredito, é um exercício de liberdade e responsabilidade que não deveria ser objeto especulação. (Como tô romântica!)

La canción:

Poderia falar sobre o romantismo de pegar na mão de um jeito especial para ir ao cinema, mandar um cartão vermelho cheio de beijos ou daquele cuzcuz com queijo feito a dois para o jantar. Poderia falar da materialidade e de como eu mesma gosto de um agrado (ainda mais quando brilha!) e isso não significa uma obrigação gerada uma vez por ano. Levaria horas pra tentar explicar meu atual sentimento (nunca visão) de amor. Mas posso dizer o que não é. Amor não é pecado.

É, desse jeito, amor e namoro ficam parecendo tão desinteressantes.

Vá lá, cada um deve ter lá sua receita do bolo. Mas não precisa ser igual pra todo mundo, né?
E veja como é maravilhosa a possibilidade: o mundo tem 7 bilhões de pessoas, todas -ou quase- querendo amar de várias formas diferentes.  (Essa parte motivacional foi só pra ver se ganho um comentário a mais hahaha)

Coincidentemente, a data do namorico é a mesma do Dia Internacional do CouchSurfing. CS, como chamamos, é só amor. Fizemos bonito na comemoração ano passado e este ano, pra fazer ainda mais bonito, fomos dar amor. Doação coletiva de sangue no Hemope. 
(Quando eu morrer, quero dar meu coração, da forma mais bonita que se pode fazer).

terça-feira, 5 de junho de 2012

Ir e voltar de verdade



A foto é minha. Ainda ontem um amigo disse que gostava muito das fotos que tirei em Copacabana, na Bolívia. Expliquei que elas eram resultado de toda angústia querendo sair da alma, por isso, falam tanto.













Li um texto, cuja autoria atribui-se a Arnaldo Jabour, faz uma meia hora, em alguma postagem alheia no facebook. Ele fala sobre relacionamentos, o quanto duram, as coisas boas e ruins. E como esse assunto dá pano pra manga!

Mas o que mais me chamou atenção foi a frase "se a pessoa gostar de verdade, ela volta". Foi quase uma emenda da conversa que tive com Carol e Thiago na hora do almoço sobre algumas coisas que devem ficar pra trás.
- Pode-se acabar com elas e ainda fazer parecer acidente.

Fico me perguntando por quê deixar a porta aberta, ou por quê atendê-la, quando alguém volta. Mas esse questionamento não é novo.

Hoje pergunto, apenas, o que faz você voltar?

terça-feira, 29 de maio de 2012

Carta de Motivação

Para fazer a pré-inscrição,o coordenador do curso me pede uma solicitação de admissão, onde eu expresse os motivos que me levam a solicitar inscrição. Aí, tudo que fluía, travou! Pensei: mas que burra! Sei o que quero estudar, sei onde quero estudar e sei a justificativa dessas escolhas. Além de gostar de escrever. Então, de onde vem a dificuldade?

Não sei se é o peso da obrigação mas, buscando aquela ajuda entre amigos&internet acabei entendendo que o que falta, muitas vezes, quando vamos escrever um texto que dominamos o tema mas aparecem dificuldades, é a necessidade em estruturar. Descobri que, diferente da Universidade para qual aplico, alguns cursos pedem apenas histórico escola e também que alguns cursos sequer pedem essa carta, apenas a apresentação de um pré-projeto.

Basicamente, é ser entusiasta e mostrar iniciativa, gosto em estudar, aplicabilidade dos conhecimentos a serem adquiridos e a importância que isso seja feito naquela institutição. E confiar nas notas e no currículo!

Aqui vão dicas legais que encontrei, com créditos ao Blog "De volta à Nave Mãe":


Dicas valem para todas as cartas:

- Mostre-se motivado com a proposta de estudo. Não repita a descrição do que você vai estudar: mas diga, de forma clara, o quanto cada tópico é relevante para sua carreira.

- Demonstre comprometimento: deixe claro que você quer, acima de tudo, estudar e que vai enfrentar qualquer desafio para dar o melhor de si.

- Fale de sua experiência como forma de agregar valor ao curso, mas deixe claro onde estão as lacunas (os gaps) de sua formação que serão preenchidos com o mestrado que pretende. Se souber tudo e for bom em tudo, não teria porque ir tão longe estudar, certo?

- Aponte experiências anteriores bem-sucedidas de forma sucinta. Não enrole, não coloque adjetivos demais. Adjetivos costumam ser bengalas para quem não tem conteúdo.

- Deixe claro que você está indo para estudar. Claro que o comitê de seleção sabe que uma experiência internacional agrega muito mais do que um mestrado em seu país natal. Por isso, só vale citar o quanto você quer ir para o tal país se isso tiver relação direta com seu foco de pesquisa: do contrário, vai parecer que você está mais preocupado em selecionar um destino turístico relacionado aos interesses pessoais do que ao tema a ser estudado.

- Por fim, deixe claro o motivo pelo qual você deve ser parte do programa. Não é preciso desmerecer ninguém: apenas mostre-se mais motivado, preparado, comprometido, informado e capaz do que os demais. Isso pode até parecer complicado no começo... mas depois de escrever e reescrever a carta umas dez vezes, você terá chegado a um bom termo.


- É importante relacionar o plano de estudos com a aplicabilidade.

- Apresente as qualidades para concluir os estudos, mas não repeta informação do seu currículo.

- Vale mencionar atividades sociais, voluntárias ou não.

-

Para cereja do bolo concluir, uma frase de efeito! Ela é que vai ficar na cabeça do examinador/selecionador.
Depois é só esperar a resposta.