Queria dizer que viajar na maionese é diferente do entorno emocional de pessoas que se conhecem e, teoricamente, querem fazer o bem umas pras outras. Relações são construídas também com alguma coisa de expectativa, justamente baseada nas práticas, na "vivência", por isso é tão importante a gente se comunicar, contato é tudo! Abdicar de conversar é abdicar da vontade que as coisas saiam bem. A demonstração de afeto rega os vínculos e a vida mostra pra gente que essas coisas bonitas, carinho, abraço, atenção, não se pedem.
Deixar de ter expectativa é deixar de acreditar. E sem acreditar, não há razão nem emoção pra fazer dar certo.
Peraí pra deixar claro: não tou dizendo pra dar murro em ponta de faca e insitir no que não tem solução. Tou falando pra gente se libertar da individuocracia! É que a gente não pode pensar pelos outros. Sendo assim, o melhor é buscar esclarecer situações e, para situações de sujeito plural, tomar decisões de sujeito plural. Os impactos negativos das adversidades nos contratos (expressos e tácitos) só podem ser amenizados com esclarecimentos, tanto antes quanto durante a vigência, seguindo uma lógica simples, simples de que é melhor cativar alegria que tristeza, sempre.
Quando li esse texto de Nyle Ferrari (abaixo) entendi que eu estava equivocada: não queria falar sobre espectativa e sim sobre consideração.
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| Costumo repetir que educação, exemplo, consideração, carinho, dá quem tem. É de dentro pra fora. |
"(Re)considere
Consideração é um dos sentimentos mais nobres das relações humanas. Exige extrema sensibilidade, exige a capacidade de ponderar, de levar em conta. Mas não qualquer coisa, é levar o outro em conta, é levar o que o outro sente em conta.
Considerar não é uma atitude difícil, o que torna o ato tão escasso é a falta de capacidade de olhar para o outro sem que ele peça que você faça. É um ato que exige enxergar através, é saber ler as entrelinhas, é pensar no que faria o outro se sentir considerado, levado em conta.
É tão complexo que muitas vezes você precisa ponderar e interpretar o que nunca foi dito – por isso é importante conhecer o outro, saber o que o faria feliz, ou então ter a capacidade de se por no lugar dele… Algo tão simples e óbvio, mas quantas vezes é necessário pedir?
Ter consideração é fazer para o outro algo que você não é obrigado, não lhe foi solicitado, mas ele gostaria muito se você fizesse; algo que seja percebido e sentido como um sussurro no ouvido: eu realmente me importo. Perceber que o outro se importa não tem preço. Perceber que não, tem."
Imagem retirada de busca no google.

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