Do blog Acesso livre, altamente recomendável:
http://ponto.outraspalavras.net/2013/04/22/acesso-livre-35-filmes-para-questionar-capitalismo/
sexta-feira, 3 de maio de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
Gravata e pessoas
Veja só como as pessoas são estranhas e carentes. Tão estranhas e carentes e com dificuldades em se comunicar.
Não raro dou alguns conselhos sentimentais e sexuais, quase sempre em conjunto, e até certo dia um amigo comentou: você devia fazer disso sua profissão. Rimos horrores. A ideia voltou algumas vezes e até cheguei a incrementar a ideia com sócias. Vai ver o mundo só precisa de uma palavra amiga.
Nunca distribui cartão, mas os clientes (que nunca pagaram) não deixam de chegar. Essa semana, um amigo terminou a conversa de um jeito meio estranho, me escrevendo: "Si conoces a alguna chica que quiera compartir sus sentimientos con un chico responsable, amable, inteligente y hogareño, me avisas soy yo."
A tradução seria algo como "Se você conhece alguma garota que queira compartilhar seus sentimentos com um cara responsável, amável, inteligente y caseiro, me avisa, sou eu."
Enquanto isso, estava hospedando (e essa coisa de hospedar logo mais rende outra postagem) uma jovem italiana de 20 e poucos anos que só queria a companhia desse tipo de cara mas, ao mesmo tempo, só queria a atenção de um cara festeiro - cafusú, pros entendedores recifenses. Adivinhe só? O tal cafusu da italiana não tinha nada que ela dizia buscar. Ela me confidenciou, quase encomendando, que queria se relacionar com o cara parecido com aquele meu amigo super caseiro e atirado.
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| Responsável, amável, inteligente... |
Tem trabalho e não tem tempo. Tem muito tempo disponível, mas não é responsável. É responsável, mas não é bonit@. Seria bom se a gente parasse de criar pessoas perfeitas, que devem encaixar perfeitamente nas necessidades que criamos para outra pessoa realizar. Principalmente porque a maioria de nós sequer exerce auto crítica.
Gente é um bicho que dá um nó em si mesmo.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Perto de casa
E eu nem acredito que me rendi às agonias adolescentes e passei tanto tempo sem ir à praia.
Bom, aqui vai um lindo conselho. Que também são desejos bonitos pra lista do que tenho que fazer quando voltar pro Brasil:
http://www.praiacerta.com.br/portal/index.php
domingo, 3 de março de 2013
Bilhete perdido
O cotidiano nos engana. Dia após dia, a sucessão de fatos nos enrola na teia da dormência; é quando os dias vão passando cheias de tarefas cumpridas e outras a cumprir.
Acordou com o despertador. Banho, um rápido café da manhã de pé, na cozinha, enrolada na toalha, escova de dentes. No espelho, apenas a divisão do cabelo. A noite anterior havia sido bacana e não apenas por reencontrar aquele conhecido pra tomar uns drinks. Realmente bacana encontrá-lo pela segunda vez, conversar sobre passado e futuro, fingindo que ambos não se interessavam por esse presente.
Mas sair outro dia iria custar muito: dormir tarde, acordar cedo, trabalhar com ressaca, correr o risco de atrasar prazos. Basicamente, custaria todos os riscos de dar errado e os riscos de dar certo.
Adriano lhe havia deixado uma mensagem, entre dia e outro no cotidiano. Por alguma razão, ela demorou mais de 2 anos para encontrar aquele bilhete perdido, cheio de intencionalidade de presente. Ficou no passado. E no passado, não se mexe.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Segredos
Sim, eu adoro discutir. E o tema que deu mote de uma falação madrugada adentro esta semana foi uma relação de elementos bem, digamos, polêmicos: identidade e amor.
Ele lê um texto e, impressionado, comenta que determinado autor escreve "questionamentos pertubadores (ou honestos demais) a respeito da identidade". Vou ficar devendo o nome do escritor, porque quero comentar apenas sobre a impressão que tenho de suas obras em breve, quando ler mais alguns livros dele.
Eu digo que o excesso, ou simplesmente a honstidade (sinceridade?), é algo perturbador. Mas nem tudo que perturbador está ligado com a questão da identidade e os desdobramentos do questionamento que fazemos quanto a esse tema. Às vezes, simplesmente temos que dar mais um mergulho, beber mais um gle, retroceder um passo, assentir com um sonoro "sim", ser firme com um "não".
Tudo que trata sobre inquietudes humanas é atual, porque somos cercados de mistérios. Um personagem de meu livro favorito (O dia do Curinga, recomendo) sempre diz para o filho o quanto nós, humanos, somos intrigantes. Ele filosofa constantemente sobre de onde viemos, o que fazemos aqui. Destaco: ele não questiona, ele maravilha-se com isso. No entanto, reconhece que, entre os tantos brilhões de mulheres que existem no mundo, ele inventa de ir atrás de uma, única, e só quer se for ela.
São constantes os exemplos, em livros, músicas, sobre a angústia de questionamentos e transformações e até crises de identidade envolvidas com o amor (ô palavra doce na boca do povo!). É um lugar comum que, serve a várias situações, tanto dão mote a risadas em mesa de bar, quando oprimem uma criatura num sofá, em plena noite de sábado, tomando sorvete e vendo filme, isso quando não enche o saco por acharmos que toda a produção cultural vem de imaginações temáticas limitadas. Pra que relaxar quando se pode noiar, né isso?
E o mais grave: não poder contar para ele ou ela sua angústia pela falta de DR - a temida, menos que boa, dicussão de relação. É isso, ficar ali, na porta do banheiro, segurando pra não fazer xixi. Tememos confrontos principalmente, acredito, pelo medo da perda. É muito mais cômodo não mexer, pra não tirar nada do lugar, ingorando, igualmente, todas as descobertas maravilhosas que decorrem de frequentes discussões, com tantos finais felizes e gostosos.
E aí, quando você percebe que se importa demais com a despreocupação de alguém, restam duas opções:
Cai pra dentro ou pula fora.
Na sequência, de brinde, aqui vai um vídeo de Frejat super bonitinho, que ganhou prêmios pela animação e tudo mais.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
O peso da liberdade
Gostaria muito de desenhar uma árvore em nanquim ou mesmo grafite. Na falta disso, este momento, coloco essa imagem catada no google.
Bom, esse post (e a futura imagem que farei) tem por nome "O peso da liberdade".
Ou "Rapadura é doce,mas não é mole."
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
O CÉU
É lugar de se perder,
de não se encontrar
é denso, imenso, profundo
se entrega
aos olhares curiosos que ali
buscam
e encontram
cheiros e sabores.
Machuca, maltrata,
não mata, mas... sufoca.
Acima do que existe
padece
tão sem começo nem fim.
De tão leve
cai com o peso do mundo em
cima de mim.
É tão grande que dói.
Canoa Quebrada, 05 de junho de 2010
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